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Sal oberta

Maria-Mercè Marçal
Adeus ao macho

Porque te agudizas, direito, para a pequena morte
que te espreita no recanto desta paisagem sem horizontes?
Porque assinas a fogo a escada do relógio?
Não. Vem como um rio transportador de luas!

Estica-te prazenteiramente sob os toldos de névoa.
Saúda as folhas da erva, o odor do pão, a argila.
Alinha seixos em taças sem fundo.
Desfaz-te, suave, por cântaros e ribeiros.

Lagartixa voraz, bebe o sol e a chuva,
o esponjoso da lã que recolhes das nuvens,
a vivacidade dos cavalinhos do demónio, o silêncio
e os tesouros que o acaso forja nas récuas.

E reflecte-me, aberto, do poço até ao delta,
onde esquecemos o aqui, inundados de amor e água.

Traduït per Egito Gonçalves
Maria-Mercè Marçal, Adeus ao macho. A: Quinze poetas catalães. Traducció d'Egito Gonçalves. Porto: Limiar, 1994
Maria-Mercè Marçal
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