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Ninguém nunca poderá te dizer rumo a Onde

Carles Camps Mundó
Ninguém nunca poderá te dizer rumo a Onde,
mas instintivamente te girarás
e, como em um pesadelo do qual não poderás despertar,
verás abandonados em um lugar infinito,
formando um Único Corpo,
os milhões e milhões de corpos que, até a morte,
morrem em todo mundo: um para cada instante que se vive.
Lá descobrirás todos os corpos que terás sido,
e também todos os corpos desaparecidos
até então daqueles que tanto amas.
Será em vão que feches os olhos,
que te digas que um olhar não pode abarcar Tudo:
o presenciarás como se passasse dentro de ti,
como se tu fosses o Único Corpo.
E, enquanto morres a última morte,
quem sabe se terás de ver os que mais queres
morrendo naquele instante, em ti já eterno.
MUNDÓ, Carles Camps. Grande silêncio. Traducció de Ronald Polito, revisada per Josep Domènech Ponsatí. Belo Horizonte; Rio de Janeiro: Espectro, 2005, p. 24.
Traduït per Ronald Polito
Ronald Polito
Fragments
Aleshores vindrà una nit - Carles Camps Mundó
Amor - Joan Brossa
Cançó de bressol - Josep N. Santaeulàlia
Certesa - Narcís Comadira
Curset de natació - Antoni Puigverd
Desordre - Narcís Comadira
El perquè de tot plegat - Quim Monzó
Furgant per les llivanyes i juntures - Maria-Mercè Marçal
Heura - Maria-Mercè Marçal
Molt diré - Joan Brossa
Monument - Joan Brossa
Morir: potser només - Maria-Mercè Marçal
Ningú podrà dir-te mai cap a On, - Carles Camps Mundó
Res no és mesquí - Joan-Salvat Papasseit
Serà l’instant després del temps - Carles Camps Mundó
Sumari astral - Joan Brossa
Viatges i flors - Mercè Rodoreda
Bibliografia
Altres
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