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Hera

Maria-Mercè Marçal

Car si près que tu sois l'air circule entre nous.
                              M. DESBORDES-VALMORE

Hera,
          vitória marçal,
                                 irmã
estrangeira, de uma só vez feita presente:
Como decifrar a tua linguagem bárbara
e violenta que força os meus confins
até o sangue, um repto que não me deixa
nem mesmo as pernas para fugir!
Que olhos e que mãos — não as minhas —
saberiam te ver como um tato, somente,
como a beleza feita carne, aberta
sobre o meu ventre, sem interrogações?
Não posso deixar de ter saudade dos ouvidos
adivinhos que te caçavam a voz
quando apenas eras a sombra de um murmúrio
de folhas altas, corpo adentro, desejo,
sinais de fumaça de um lado a outro
do bosque, som de tambores, aberto, longe,
pombo com bico em branco, onde eu inscrevia
o alfabeto vegetal da tua mensagem,
poema vivo que não urgia resposta
como agora esta que sei que não sei.
E apesar de tudo te chamo vitória,
hera marçal, irmã, a estrangeira.
MARÇAL, Maria-Mercè. A irmã, a estrangeira. Text de Fabiana Éboli Santos. Rio de Janeiro: Espectro, 2006. Pàg. 
Traduït per Ronald Polito
Ronald Polito
Fragments
Aleshores vindrà una nit - Carles Camps Mundó
Amor - Joan Brossa
Cançó de bressol - Josep N. Santaeulàlia
Certesa - Narcís Comadira
Curset de natació - Antoni Puigverd
Desordre - Narcís Comadira
El perquè de tot plegat - Quim Monzó
Furgant per les llivanyes i juntures - Maria-Mercè Marçal
Heura - Maria-Mercè Marçal
Molt diré - Joan Brossa
Monument - Joan Brossa
Morir: potser només - Maria-Mercè Marçal
Ningú podrà dir-te mai cap a On, - Carles Camps Mundó
Res no és mesquí - Joan-Salvat Papasseit
Serà l’instant després del temps - Carles Camps Mundó
Sumari astral - Joan Brossa
Viatges i flors - Mercè Rodoreda
Bibliografia
Altres
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